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domingo, 15 de agosto de 2010

Ninguém duvide

Eu quero sentir como você e aprender a amar novamente — suspirou e baixou os olhos com timidez. E ninguém duvide — ninguém, ninguém — dos meigos olhos que suspiravam. E do coração ainda capaz de amar.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Longe de mim

Aquela tal da ansiedade me viu passando e acenou pra mim. Fingi que nem a conhecia e segui meu caminho. Quem ela pensa que é para se atravessar assim na minha vida? Ela nada mais é do que uma mera sensação difusa, inexplicável. Uma coisinha de nada que coça como piolho na cabeça. A projeção do querer que ainda não foi realizado na sempre iminente espera. Ela é uma cara de pau, vem mansa e rouba seus pensamentos, e até o dinheiro da carteira. Ela me assalta. Desfaz os sonhos e transforma tudo numa sensação inorgânica e ilusória. Essa puta. Ela quer de toda forma sujeitar-me ao abandono. Ao desconhecido. Ela seduz e quer me tocar. Passe bem longe de mim. Do controle.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O novo

O que eu sinto hoje não protagoniza cenas de cinema com batida de claquete, "câmera, ação!". Não tem máscaras em bailes ou carnavais. Está longe do romantismo gratuito das frases feitas. Das palavras bêbadas. Sem fratura exposta que se abre no corpo do outro. E não quero nada disso. Tem a resistência involuntária que me mantém de pé e a malemolência do deitar e rolar. Do deixar acontecer. Dos dedos enlaçados. Dos olhos nos olhos. Dos longos beijos. Som de violão. Esse instrumento está marcado na pele do passado e do presente. Mas só agora, escuto o que eu gosto. O som dele é o meu. Do lado A ao lado B. Eu sinto nos meus gestos os gestos dele. A boemia despretensiosa. Palavras são ditas com quietude e sem recusa, elas jogam limpo. Tudo naturalmente, leve, sem planos. Levo nos bolsos do meu jeans o "seja o que Deus quiser". E a cada momento entendo que somos sempre capazes de sentir vibrar o coração quantas vezes a vida achar necessário. O amor é clarividente. Resiliente. Cisma em voltar a bater a porta. E o recebo como velho amigo e sirvo um café com biscoitos. Tenho um papo sério com ele e prometo parar de dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe. Existe eu e como eu decido os meus passos. Eu levo o sentir, o ir e vir. É como diz um trecho de um poema de Drummond "O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o coração continua". E eu continuo querendo o amor em todos os cantos da minha vida. Entre e fique à vontade.

domingo, 13 de junho de 2010

Fé

"A fé significa crença no desconhecido, a serena convicção de que, embora você não possa imaginar como, em algum momento, em algum lugar, e da maneira correta, aquilo que você deseja irá acontecer."
Eu acredito nisso...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sim, eu te espero

Esperando as palavras. Vocábulos perfeitos que saltam aos olhos. As esperadas e as inesperadas. As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem como fruta madura. Persigo algumas palavras. São tão imprescindíveis que queria poder guardá-las não só na memória mas abraçá-las como um velho amigo. Agarro-as no pulo quando chego mansinho e capturo-as. Sinto cada letra como uma brisa no rosto. E então as revolvo, agito-as, bebo-as e liberto-as. Levo na mala. Levo tudo, todas as palavras ditas e escritas. Tudo está na palavra. Tudo se multiplica. O zelo. Peso. Selo. Sono. O pulo. O grito. Novo solo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Espera do sim

Fui tecendo, costurando, até que vesti o desejo. Acalentei planos no meu colo e ninei. Pedi aos céus. Confiante, não desci os degraus do sonho e nem deixei resignar-me as concessões. Partilhei esperanças. Santa Clara clareou. Resposta. Ai quem me dera, terminasse essa espera. Expectativa do que eu já sei. Sinto. Espero, por fim, que a ansiedade se recolha. E que venha o êxtase num grito - nós conseguimos!

domingo, 30 de maio de 2010

Limpando a casa

A minha casa andava suja, cheia de pó e teias de aranha por todos os lados, parecia até que estava abandonada. E no vazio das salas e quartos, pairava no ar perguntas sem respostas. As cortinas empoeiradas não deixavam dúvidas de que ali não se tinha zelo e nem apego, como a aparência de quem falhou. Dentro daquela casa, quem vivia ali não se importava com quem estava lá fora, ou mesmo dentro. É fácil perder-se naquele emaranhado de coisas espalhadas pelo chão, um desinteresse manso. Desviando subitamente o rosto se via plantas secas em vasos antigos. Cercado por muros imponentes e altos portões, ninguém conseguia ter acesso. O desleixo incomodava mas não era doloroso, pois tudo ali poderia ser melhor. Sentei na soleira da porta e vi no que transformei o meu lar, e me senti submergida de arrependimento. A casa era bonita acima da média, com alicerces firmes e telhados em perfeitas condições. Mesmo assim, eu deixei de vê-la como ela realmente era. Resolvi arregaçar as mangas e limpar tudo. Depois de pensar bastante decidi começar pela cozinha, lá se alimentava o corpo e precisava estar limpa e leve. Faxinei tudo, das paredes até as panelas engorduradas, e de longe já podia se sentir o cheiro das frutas servidas na mesa forrada com uma toalha de uma brancura de arder os olhos. De lá fui ao banheiro, que estava sujo e mal cheiroso, como a saúde de quem não se cuida e se previne. A vassoura foi esfregada no chão com tanta força que ficou um brilho intenso e as latrinas já não mais pareciam saídas de uma porcilga e agora cheiravam a eucalipto. De todo ambiente foram tiradas as teias e qualquer grão de poeira. No quarto, os livros foram limpos e arrumados nas prateleiras como merecem, roupa de cama trocada e esticadinhas como manda o figurino, todas as roupas dobradas e arrumadas na ordem e por cores, e o disco de Vinícius já tocava um samba para voltar a aquecer o coração. Lá estavam guardados todos os meus bens, minha memória e as coisas que eu mais gostava, não podia deixar que meu quarto continuasse escuro, sem vida e em desordem. E em mim, senti voltar a vontade de renovar que estava perdido em algum lugar no meio daquela bagunça. A sala ampla que a tempos já não era mais a mesma, de tantos entulhos e poeira, foi limpa com todo cuidado e detalhe que merece, afinal é lá que se tem a primeira impressão da casa e se recebe os convidados. Foi mudado a posição dos móveis, as plantas regadas, flores recém cochidas enfeitavam a mesa de jantar e a sujeira que era jogada pra baixo do tapete, foi limpa e esquecida como quem quer esquecer um passado triste e viver apenas alegrias. A imagem da sala era outra, revigorada, tão límpida e cheirosa que me deu uma levíssima embriagez com seu novo ar. Pronto, tudo limpo! Dentro da casa sim, mas faltava o jardim, que estava cheio de folhas secas e plantas em estado terminal, como uma decepção com as pessoas que nos rodeiam. Lembrei de como era o jardim antigamente, as plantas eram lindas e com flores de vários tipos e formatos, mas até o belo morre com o descuido. Eu não podia mais deixar isso acontecer. Fiz jardinagem em todo espaço, podei, arrumei, recuperei e tudo foi começando a voltar a ficar verdinho e brotando novas flores, novos amigos. Depois de horas de trabalho, a casa já não era mais a mesma, não estava mais abandonada. Voltou a ter um dono. Agora era ela, a casa que eu sempre vivi, limpa e com tudo em seu devido lugar. Feliz, sentei na rede da varanda e balançando-me com um livro no colo, sem nem ao menos tocá-lo tamanho o êxtase de estar em casa novamente. A casa que eu sempre fui feliz. O meu eu, a minha casa.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

É tanto querer...

Quero doses cavalares de entendendimento. A paciência que eu ainda não consegui ter embalada à vácuo. Ar puro e o cheiro de terra molhada em cápsulas para tomar diariamente e em jejum. Inteligência emocional sabor extra forte. Amor em litros e dinheiro em penca. Quero a leveza do corpo e da alma como uma pena que flutua suavemente pelo ar. O som das palavras amigas em notas musicais. Ansiedade em conta-gotas. Cerveja estupidamente gelada com risadas de tira-gosto. Quero um chocolate sem amargura. Os momentos felizes congelados dentro da geladeira. Ter pele de pêssego. Jogar no lixo o medo e insegurança que já estão com prazo de validade vencidos. Sentir o doce sabor da vitória. Cuspir fora o pessimismo que já está estragado. Quero ver o mar através do óculos escuros Ray Ban. Pisar na grama cor de grana. Ler o livro da minha vida.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A irônica leveza do ser

Ando aprendendo a duras penas que ser irônico quase sempre é a melhor opção. Não uma ironia grosseira, agressiva, falsa. Uma ironia fina e hermética. Uma ironia de rir com simpatia quando se quer rir do ridículo. Tratar ainda melhor algum desafeto por uma questão de sobrevivência, claro, com um toque de ironia. Irônico como rebolar no meio de um show de heavy metal. Ironia com um toque suave de entrelinhas, entenda ser puder ou quiser. Sem mordaças, pudores ou mesmo sarcasmo. E é covardia não permitir a ironia alheia, eu permito e retribuo. Sem acidez ou rancor. Porque a ironia nada mais é que uma ofensa disfarçada num sorriso.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Preciso

Preciso. Paciência com quem só faz atrapalhar. Paciência para não me irritar com a lentidão das pessoas. Paciência para esperar o que teima em atrasar. Paciência para emagrecer quilo após quilo. Paciência para aguentar essa calor escaldante. Paciência para esperar o amor da minha vida. Paciência para não mandar as pessoas maldosas do meu trabalho tomarem no cú.
Preciso. Ter um ovo. Um saco com hidrocele batendo no joelho para ter paciência.
Não tenho ovo, mas tenho mente.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ando tentando

Tentando fazer com que o meu pensamento entenda o que ele precisa esquecer. Tentando empurrar garganta abaixo que querer a felicidade do outro não significa não lutar, deixar livre e respeitar o outro é a maior das batalhas. Tentando me fazer acreditar que as "horinhas" foram poucas e sem importância, mas eu não sei mentir e muito menos para mim mesma. Tentando buscar explicações em mim, por continuar pensando em algo tão distante, se tenho tantas possibilidades perto. Tentanto ver o sentimento "lindo" por outros ângulos. Tentando varrer para debaixo do tapete da minha memória a poeira da saudade que por vezes ronda o meu dia. Tentando dar oportunidade de algo novo chegar, mas sem querer fechei os olhos. Tentando entender porque a vida me pregou mais essa peça. Tentando tirá-lo do pensamento. Tentando esquecer longe antes de estar perto, e logo estarei bem do lado.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nada acontece por acaso

E sem sequer perceber, foi esperado. O sorriso do sonho. Momentos embriagantes de quem nada sabe. Do outro. Do tempo. E o que se sabe, são os beijos cálidos e as longas conversas como velhos amigos. Voraz. Urgente. Cheiro impregnado na memória. "Horinhas" de um encontro. Uma partida. Longe mas perto dos sentidos. Impetuosa descoberta. Desconchavo. Ele não era seu. As experiências vividas já ensinaram e mesmo assim, deixou-se envolver. E ela não se deixa mais envolver a tôa. Ela deixou o coração ser parcial e perdeu a razão. Sentia que devia seguir em frente e foi. Real, sem fantasias. Erro ou acerto? Difícil responder. Viver cada segundo. Arriscar. É sentir que algo não é banal e jogar-se de cabeça. Um pulo no vazio dos que nada sabe. A gente nunca sabe. Da gente. Dos sentimentos. Dos não sentimentos. Tudo pouco e muito, um paradoxo. Ela quer a felicidade dele. Hoje. Sempre. Seja como for. Seja com quem for. Fugaz e perene, como uma paixão. História que ficará guardada na gaveta mais especial da memória. Abstrair. Esquecer. Ela sabe separar as coisas e viver a sua vida. Mas, nada acontece por acaso e tudo sempre tem uma explicação. Ela sabe disso. E, ela sente que essa história ainda não acaba aqui. Lá na frente a vida responde. Agora é com a vida...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Até um dia, até talvez, até quem sabe..."

Nós podemos ir embora e nunca mais ser os mesmos. Podemos lembrar todos os dias, mas é como despedir-se novamente com um abraço apertado. Podemos voltar e nada ser como antes. Podemos até ficar para que nada mude, mas aí fica tudo simples demais. Podemos ter dúvidas e certezas. Podemos esperar, e esperar não significa inércia e muito menos desinteresse por outras coisas e pessoas. Podemos desconfiar do destino, mas acreditar em você mesmo. Podemos por instantes pensar que é tudo difícil demais, mas os idéias negativas páram, cansam e dormem. Podemos ter vivido muitas histórias, mas tem coisas que fazem tudo parecer novo, único. Podemos ter os pés fincados no chão, e quando percebemos estamos flutuando nas nuvens. Podemos ter muita vontade de mudança, e descobrirmos que a mudança está dentro de nós. Podemos escrever muitas banalidades, mas é a língua que o sentimento usa para dizer o que sente e o quanto sente. Podemos não ter pressa nenhuma, e ao mesmo tempo ter uma pressa enorme de respostas. Podemos cismar que se está apaixonado, e estar longe de ser loucura como dizem. Podemos parecer imaturos por vivermos algo que parece sem sentido, mas não ligamos porque sentimos que o sentido existe. Podemos ficar ansiosos quando se falta muitos minutos para o que quer que seja. Podemos tentar fugir da lembrança para acontecer de novo e não conseguimos. Podemos querer estar perto, mas não conseguimos. Podemos até sentir saudade, mas não deixamos a tristeza que vem com ela se aproximar, só a alegria dos momentos vividos e a expectativa de quem sabe vivê-los novamente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Eu tento, tento...e consigo


Tentando conter a ansiedade e não criar expectativas sobre mim, nada e nem ninguém. Mas, sobra planos.
Tentando viver um dia após o outro. Mas, sobra vontande de estar perto hoje.
Tentando fingir que eu não acredito, no que eu já acredito. Mas, sobra certeza.
Tentando não ter medo de me decepcionar. Mas, sobra coragem.
Tentando não ouvir as opiniões negativas e também não me entusiasmar demais com as opiniões extremamente positivas. Mas, sobra a minha própria opinião.
Tentando não dar asas demais a minha imaginação que viaja até o outro lado do mundo. Mas, sobra viagens durante os sonhos.
Tentando achar fácil o que parece tão difícil. Mas, sobra confiança.
Tentando entender que as coisas não dependem só de mim. Mas, sobra tantas meias verdades que ainda não foram ditas.
Tentando não deixar de acreditar que as horinhas foram diferentes de tudo que já vivi. Mas, sobra incerteza se o que me foi dado, é mesmo meu ou será.
Tentando acreditar que isso tudo é fruto da minha fantasia. E quem disse que não é? Sobra cenas de novela das 8.
Eu tento, tento...mas sempre me contradigo. Sobra a certeza que se for para o meu bem, eu consigo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Uma dose de medo


O sentimento lindo chegou e sem pedir licença sentou na mesa do bar, e pediu uma dose dupla de medo, pura e sem gelo. Tomou o medo num gole só e sentiu a garganta queimar até o coração. Era um medo de primeira qualidade, encorpado e intenso. Mas, o sentimento lindo apesar de ser jovem e de ter poucas experiências, não temia se embebedar com o medo. Tomar um porre de medo não era para qualquer um, tinha que ser forte e resistente como o sentimento lindo. Mas o medo era uma bebida como qualquer uma, te deixa tonto mas no dia seguinte só fica a ressaca. E o sentimento lindo sabia disso, depois de acordar de uma farra etílica tomava um analgésico para o esquecer a ressaca que o medo dava. Um analgésico de confiança, além de um café forte com gotas de nada acontece por acaso, era tiro e queda! Até o dia que tomará a próxima dose.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

No passado ou no presente


Dizem que tudo na vida tem dois lados. Um bom e outro ruim. Depende nos olhos de quem está a pimenta. Mas se tem algo realmente dúbio para uma única alma é um troço chamado saudade. Com ou sem pimenta nos olhos. O dito popular é quem melhor traduz a dualidade de uma saudade quando diz que esta é a maior prova de que o algo valeu a pena. Em todos os pontos de vista, sentir a falta é bom e ruim. É a felicidade retardada. É sentir falta de detalhes, do cheiro, da voz, do toque...

Ter saudade dele é imaginar onde deve estar e o que faz nesse instante. Se está bem agasalhado. E quando a saudade não cabe mais no peito, se materializa e transborda em palavras. E, isso é o que venho fazendo, usando as letras para expressar o que estou sentindo. A gente é saudade, eu sou. É a espera para encontrar o olhar da pessoa em cada improvável esquina, confundir cabelos, bocas e perfumes...mas aguardá-lo na memória. Um súbito sentimento que deixou a falta. E a espera que em breve essa tal saudade seja assassinada, sem dó e nem piedade, a queima roupa. E pedir a vida que abrevie o tempo...

A saudade é olhar pra trás sem voltar, mas ficar feliz com o que viveu. É mudar radicalmente a rotina porque se passou a pensar nele. A saudade que eu sinto é a inconfortável expectativa de um reencontro, que talvez não aconteça... porque mesmo a saudade sendo feita para doer, às vezes percebemos que ela é o meio mais eficaz de enxergar o quanto sentimos alguém, no passado ou no presente.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Caindo de paraquedas na minha vida...


Não consigo compreender porque em determinados momentos da vida quando está tudo em seu devido lugar ou pelo menos deveria estar, algo acontece e te surpreende. Boom! Sai tudo da rotina e balança as estruturas. Pelo menos na minha vida é assim, quando o momento é de marasmo algo devastador chega e muda tudo ao meu redor, ou até leva embora. Tudo bem, posso explicar, mas claro que sem detalhes porque esse blog não tem a intenção de expor minha vida pessoal a Deus e ao mundo. rs! Mas, posso ao menos dizer que alguém caiu de paraquedas no meio da meus dias e apesar do pouco tempo, me fez muito feliz.
Poucos dias, os últimos dias antes de voltar ao frio, e eu não sei nada ou pelo menos quase nada sobre essa pessoa. Só sei da gentileza, da boa companhia, da timidez disfarçada e do carinho gratuito por alguém que também caiu na sua vida, talvez não de paraquedas como ele, mas desci de um alto pé de manga que nessa época do ano anda carregada de frutas doces que talvez deixe-o com saudade do Nordeste, da sua terra, com saudade de mim. Só sei que sentirei sua falta e guardarei boas recordações. Só sei que ele também me leva no coração. Só sei que sinto que nossa história não acaba aqui. Só sei que a vida é assim, cheia de boas surpresas e que nada acontece por acaso. É como dizia Vinícius de Moraes : "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida".