quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Criar


Será que a capacitadade de criar é um dom nato? Não!

Uma pessoa cria quando concebe em sua mente algo que nunca viu, ouviu ou sentiu antes. Essa definição que citei agora, ignora o fato de a criação ser útil ou não para algum propósito ou para resolver algum problema. É um dom desenvolvido com a prática, com o tempo. Claro que alguns são mais pré-dispostos a ser mais criativos. Mesmo assim, tudo nessa vida pode ser desenvolvido, até a capacidade criativa.

Na minha leiga análise, vejo que a criatividade pura é um ato mental, que consiste em última análise da capacidade de combinar sons e imagens de forma subjetivamente nova, independentemente de qualquer conexão lógica com o mundo exterior, com as nossas experiências. Ela desloca os aspectos novidade e originalidade, beleza, utilidade, veracidade, viabilidade e implementação para um segundo momento. Criar é um ato pessoal e subjetivo, e não têm necessariamente que servir para alguma coisa, como solucionar um problema, dar retorno financeiro, serem maravilhosas e belas, nada disso.

Eu sempre adorei criar, desde criancinha. O debruçar sobre os papéis e passar horas desenhando, era minha rotina. Sempre gostei do original, mesmo não sendo algo completamente novo para outros, sendo para mim, já fazia a diferença. As letras, nem se fala. Brincar de ser jornalista, fazer jornalzinho e imitar a repórter da TV, era uma diversão. Adoro escrever até hoje, acho que deu para perceber (risos). Me interesso bastante por moda, a forma com que as pessoas se comunicam através da roupa, e isso também reflete no meu visual.

Conclui cá pensando com meus botões, que uma vez que todos nós humanos, temos a capacidade de processar imagens e sons de formas variadas na mente, todos nós temos a capacidade da criatividade pura. Todos nós somos criativos por definição, por construção. Um exemplo de criatividade muito desenvolvida na nossa cultura é a lingua, todos praticamos desde criancinhas a combinação de palavras, usando regras, para atingir objetivos do tipo comunicar idéias e influenciar pessoas para conseguir o que queremos. E isso as criancinhas fazem bem.Não me dispus a pesquisar sobre isso, mas a palavra criança parece derivado de criar, deve sim fazer parte do contexto, pois essa característica é uma coisa infantil. Precisamos ser sempre infantis para ver a vida de forma mais criativa.
Sendo potencialmente criativos, talvez as únicas coisas que nos impeçam de criar mais sejam não acreditar nessa possibilidade ou simplesmente não ter um motivo para fazer isso. Ou desejo. Eu aconselho a todos a CRIAR, algo gostoso e único.

Não sou publicitária, mas como comunicadora também me interesso bastante por essa área, onde a criatividade é a alma de todo trabalho. "A publicidade é uma das formas mais interessantes e difíceis da literatura moderna" de Aldous Huxley, essa frase sobre publicidade que tem tudo a ver com o contexto do que acabei de escrever sobre criativade. No mundo cosmopolita, criar é quase como respirar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Livre para pensar


Ontem foi um dia positivo. Ou melhor, "auspicioso". Fui a noite para uma palestra com o Lama Padma Samten, no Memorial de Medicina com a temática de educação nas perspectivas budistas. Um tom pacífico sobre educar e se educar.

Ando lendo e aprendendo sobre os preceitos budistas e me identicando bastante. Apesar de ainda me considerar muito leiga no assunto, pois as práticas milenares trazem muitas minúcias e uma elevação espiritual ainda distante de mim, da minha atual realidade, ando tendo a sensação de encontro. Algo que me atrai bastante é a prática da meditação, um momento com você mesmo, a calma que precisa existir em nós para enfrentarmos o turbilhão que é a vida moderna, um silenciar da mente onde existia antes um "tagarelar mental".

Venho tentando meditar todos os dias, pelo menos 5min, até porque ainda não é fácil silenciar a mente por muito tempo. Os pensamentos vêm em disparada, se misturam...Até eu adaptar minha mente a ser mais comedita. A ser menos "faladeira". Mesmo sendo algo recente, sinto um discreta diferença. O tempo entre o pensar e agir, de forma impulsiva, está sendo levemente mais longo.

Algo que também venho me identificando são as palavras sobre o desapego. Não só o desapego material, que é difícil de se livrar por completo nesse mundo cosmopolita, mas também o dos sentimentos e a nossa existência quanto seres humanos. Não que nós não possamos amar, mas sim amar de uma forma livre, sem sentimentos de angústia e posse. Ver a vida de uma forma mais leve, onde tudo é mutável e temos que ter tranquilidade para entender que as coisas vão e vem, na sua complexa e maravilhosa pluralidade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sem querer, eu insisto...


É consciente a insistência no erro. Sempre foi e ainda é. Mas, o coração não sabe o que são erros ou acertos, ele simplesmente segue os instintos. Ele insiste em persistir sem o entendimento. O meu coração não sabe sentir mágoas e nem sequer raiva. Ele perdoa e espera. E, a mente o segue. Os pensamentos não conseguem voar como antes. Eu penso sem sonhos, vivo os momentos com dureza, logo eu que sempre fui leve, e agora me pego sem permitir deixar que coisas novas entrem e furem o bloqueio. O pensamento simplesmente insiste em ficar estagnado, inerte, sem pluralidade, sem grandes e reveladoras experiências. Não, não é isso, as lembranças dos fatos passados não são nada, não existem mais, nem nunca existiram. O que existem são as múltiplas recordações desse fato. Redundante é a insistência. Redundande sou eu, que Insisto em acreditar que tudo voltará a ser como antes. Presa a insistência. E, solta para mudar tudo isso. Eu quero mudar. Ando tapando os ouvidos para não ouvir tanto blá, blá, blá...uma insistência sem fim.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Prazer, meu nome é arroz.


Assim como o arroz, o profissional de Relações Públicas é esteriotipado como acompanhamento. Acompanha os eventos profissionais e está sempre ali, discreto, mas presente. Acompanha o assessorado, as vezes sem graça mas ao lado.
O arroz tem que ser soltinho, assim como nós, os RP's. Sempre fazendo novos parceiros e dando um ar sofisticado por onde passamos.
Se tiver faltando qualquer coisa, bota o arroz. Ele serve. Ele satisfaz. O arroz passeia por vários pratos, do nordestino ao japonês. O Relações Públicas passeia por vários públicos, do mais humilde ao cheio de frescuré.
Tem quem ache que o arroz quer roubar a cena, virando rizoto de todos os tipos e sabores. E em alguns momentos ele mata de inveja os outros acompanhamentos que acham que ele quer aparecer mais que o prato principal. Assim, como os Relações Públicas, sem querer aparecem mais, são mais visados, e matam de despeito alguns desavisados que não entendem suas atribuições. Mas, é só por ser assim, limpo, solto, fácil, nada é de propósito.
Alguns profissionais de Relações Públicas se incomodam ao serem chamados de "arroz de festa". Eu não me incomodo, sei que a profissão tem muito mais atividades, mas essa é sim a que mais chama atenção. Então, que chamem...façamos o nosso trabalho e ponto final.
E dizem que o arroz é sem graça. Mas, quem acompanha os melhores pratos?
Prazer, meu nome é arroz.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Só falta 1 dia...


"Fazer 30 anos é significativo na vida de uma mulher. Ela ousa, ela seduz, ela é segura de si e pode tudo se quiser. Ou quase tudo. Ela é simplesmente ela, quer você goste ou não". (Balzac)

A partir de amanhã, serei uma mulher de 30. Durante esse ano estive preparando meu espírito para virar "trintona". E as palavras de Honoré de Balzac, escritor francês que impregnou o imaginário ocidental com a expressão "mulher balzaquiana" caem muito bem para esse momento. Sinceramente, me sinto ainda melhor que quando fiz 20 anos. Sem a vulnerabilidade dos impulsos e o desprendimento com o futuro. Hoje, me sinto mais madura e segura das minhas potencialidades. Mas sutilmente, tenho impregnada a certeza que ainda tenho muito que aprender.
Um brinde as novas experiências!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Frida Kahlo




''Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?''

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quero perder quantas vezes for preciso


Nos últimos meses, venho pensando sempre numa frase que eu não sei quem é o autor ou mesmo onde sequer eu ouvi. "As vezes é preciso se perder para se encontrar". Existem momentos que indubitavelmente temos a sensação de nos sentir perdidos, ou mesmo, de perda. Natural, todos nós sentimos em algum momento da vida. Alguns nunca mais se acham. Mas, na maioria das vezes essa sensação serve de trampolim na busca de soluções dentro de você mesmo. Um aprendizado sobre o que somos e o que queremos ser.

Que bom que ando me encontrando depois de perdas. Que bom que ainda me perderei tantas outras vezes...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Crise dos 30?

Existem exceções, raras e deliciosas exceções. Mas, nós meninas de 30 anos ainda não somos mulheres. Assim que me sinto. "A fisionomia da mulher só começa aos trinta anos", já dizia Balzac. Terrível a falsa modéstia de mulheres deslumbrantes que dizem - “eu não tenho mais o corpo que eu tinha aos vinte anos”. E , quem disse que precisa ter? É óbvio que não. Isso não passa de charme, uma estratégia sórdida para chamar a atenção para a beleza das formas de um corpo maduro, esculpido pela experiência e aquecido pela volúpia de quem sabe exatamente o que deseja. Sem modéstia, afirmo que muitos homens perdem a fala, ficam completamente desorientados e transpirando desejo por uma interessante mulher de 30.
A mulher de trinta anos sabe quem é e sabe bem o poder que tem. Não precisando mais de muitos dos joguinhos que algumas "imaturas" fazem para testar. Ela se dedica a outros jogos, muito mais interessantes e excitantes. Relacionar-se com uma mulher de trinta anos é ensinar e aprender. É ter uma amante perfeita e, ao mesmo tempo, uma companheira de humor sem frescuras, uma amiga capaz de entender e se deliciar com todas aquelas referências pop dos anos 80 que você levou décadas para colecionar: ela vai rir gostosamente de piadas inteligentes. É possível discutir filosofia depois do melhor sexo do mundo ou, o absurdo, conseguir o melhor sexo do mundo após discutir filosofia! (risos)
Mas, você homem que já está com água na boca ao ler esse texto, não pense que é fácil conquistar uma mulher de trinta anos. Hoje elas são muito mais interessantes e complexas do que eram na época de Balzac, porque são acima de tudo independentes. A mulher de trinta anos é segura de si até quando procura um colo.
A mulher de trinta anos está mais apta a entregar-se ao amor sem medo. E se for paixão? Ela não perde tempo buscando definições semânticas, ela simplesmente vive!
Adeus meus últimos dias dos 29 anos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um momento

Um moço de cor trigueira. Uma boa supresa. Som de brisa. Em mim, um dilema.
Simples e acessível. Combustão e oxigênio. Um completo desconhecido, esse moreno poema.
Dele, palavras comedidas e atitudes. Minhas, palavras sem receio. Escuto sem ouvir. Tagarelice mental. É só.
Escuta apenas sua respiração. Não sei, tenho receio, quase pavor, sinto medo, falta sono. Natural, é preciso ter zelo...
Vulnerabilidade? Eu não sei. A única coisa que sei é que nada é certo e nem errado. Um só.
Apenas alguns momentos. Vontade de sumir e dizer não. É como ouvir a letra de um samba antigo e popular "na aba do meu chapéu você não pode ficar, meu chapéu tem aba curta, você vai cair e vai se machucar...".
Mas, eu já caí muitas vezes. E levantar, já é simples para mim. Choro, depois olho ao alto e começo a cantar. lá ra lá ra...
E, por mais que a razão peça. Não há nada que me segure ou impeça.
Se não for para mim. Simples. Fim.
Não volto mais aqui. Vontade de fugir. Sem respostas ou entendimentos.
Inteira. Intensa. Eu nasci para ser assim.
Chega de perguntas, não quero respostas. Cabeça não escuta, decidi não resistir.
Se faz bem. Vem.
A gente se vê dia desses por aí, moço. Não se apague em mim.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Buscando em mim, eu mesma

Voltar-se para o centro no sentido e desligar-me. Voltar a atenção para dentro de mim. Essa é a minha busca. É nesse foco que ando me concentrando. Apaziguar o coração e esperar pacientemente.
Coisas inesperadas acontecem. Planejar é preciso, mas os planos só se concretizam se a vida quiser. E não adianta questionar. O sim e o não, necessariamente não é escolhido por nós. Nós somos seres em constante transformação. O que penso hoje, pode se refazer em novas certezas. O que hoje acho que é bom na minha vida. Amanhã pode se tornar um conceito vazio. Imaturos.
Coisas novas chegam e mostram um novo olhar. Pessoas novas chegam e nos encantam. Pessoas lindas por dentro e por fora, amorosas, apagam as nuvens negras do passado. Como um passe de mágica, essas nuvens negras, se desfazem. Nimbos na memória. As pessoas que chegam, podem ir. Ou, podem simplesmente voltar sem explicações. Ou novas pessoas aparecem e nos fazem bem. Com o pouco que dizem, apenas pela sua presença apaziguadora e intensa, inesperada.
Feliz com as surpresas. Feliz pelo sábado de meditação, comida japonesa, cinema com muitas risadas, bons papos, e findando com boa música, cerveja gelada e novos amigos. Feliz com as pessoas interessantes que existem no mundo. Feliz pelo meu dia de domingo tranquilo. Do bom papo. De boa e nova companhia, que pode ir embora assim como chegou, de surpresa. Mas, o quanto esteve, foi intenso. Vivido. De novas sensações. Completamente inesperado.
Cada vez me mais convenço que as vezes temos que nos perder, para nos encontrar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O equilíbrio

Pensando bem, de repente percebi que ando fazendo escolhas erradas. Erradas no sentido que, ando procurando os caminhos nos lugares menos prováveis. Se estou procurando o eixo, ele precisa vir de dentro para fora. Pode até parecer engraçado agora, mas um dia fui uma pessoa tranquila e serena. Eu sei, eu sei...não combina com a pessoa que está aqui escrevendo hoje. Uma pilha de stress e emoções à flor da pele. O desequilíbrio chamado Karla. Confesso, tem horas que a agitação é tanta que dá vontade de sair correndo e dar uma volta no quarteirão, depois sentar e continuar a trabalhar. (risos) Tipo assim, precisa-se de serotonina na veia! Sorte que tenho uma grande vantagem, dificilmente perco o bom humor. O stress me dá crise de risos. E mesmo nas crises de choro, não sou capaz de dar patadas em ninguém.
Tudo bem, de perto ninguém de perto é normal, mas não a nada de anormal em ter seu próprio ritmo. E não é nada de anormal tentar desacelerar esse ritmo.
Estou aprendendo a meditar. A respirar melhor. A usar tratamentos naturais (Florais). Alimentos saudáveis e orgânicos. Desacelerar. Pensar antes de agir. Mentalizar (física quântica). A rezar e agradecer todos os dias. A apreciar cada minuto ao lado dos meus amigos. A esperar que as coisas mudem ou voltem a ser como antes, pacientemente. A esquecer pessoas e coisas que não me acrecescentam mais. A lembrar de pessoas que nunca vão sair do coração. A me disciplinar nos esportes, para liberar o stress. A buscar fazer trilhas e passeios por lugares novos e contemplativos.
Se vai funcionar? Não sei. Não é uma receita de bolo. Só sei que esse auto-conhecimento está me ajudando a focar mais nos meus verdadeiros objetivos. Os objetivos mais implícitos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sexta a noite, em casa?


Não se assustem, amigos. Sou eu mesma. A Karla amante da noite e de uma cerveja gelada de sempre. O problema é que até os amantes se desentendem, e eu me desentendi com a noite. Na verdade, com as tais "baladas". Aliás, odeio esse nome "balada"...ô coisa mais "tabacuda", como nós pernambucamos da gema falamos. Traduzindo para os demais, ô coisa mais idiota!

Sinceramente, não sei se é a proximidade dos 30, ou a noite recifense que é repetetiva, sei lá...só sei que prefiro mil vezes sentar num bar com meus amigos, papear horas, cantar, e voltar para casa com uma discreta "cabeça rodando" e ir dormir, se rindo. Se isso já aconteceu hoje, a noite acaba aqui.

Boa noite para vocês, e até amanhã bem cedo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vai sono, chega...



São quase 1h da manhã e o sono não vem. Qualquer motivo banal e até os que não são tanto assim, como é o caso de hoje, me faz perder completamente o sono. O que adianta perder o sono por algo que eu não posso fazer sozinha? Eu sei exatamente, mas meu sono não entende. Algo que depende da burocracia, do sistema, eu não vou resolver ficando com os olhos arregalados e a energia saindo pelos poros.

Tenho tantas coisas para fazer amanhã, aliás hoje, afinal estou como um zumbi na madrugada... Logo pela manhã tem Banco lotado, trabalho, pagamentos, pendências para resolver na faculdade...e o sono não ajuda!

Acho que o sono de acostumou com as noites em claro do fim de semana. Ele só se acostuma com o que não presta. Esse teimoso!

Vai sono, chega...

"A paz não faz e desfaz..."


Nessa dia chuvoso a única coisa que vem na cabeça, são minhas amigas. Amigas de infância. Amigas da faculdade. Amigas loucas de pedra. Amigas de sempre.

Penso nelas porque é impressionante como elas fazem parte da minha vida, cada uma com suas particularidades, e ao mesmo tempo com os mesmos problemas que eu. Os problemas são sempre sobre um amor não correspondido, falta de amor, perguntas sobre vários temas e claro, a vida profissional que não anda lá essas coisas.

São 9h30min e meu telefone já tocou 3 vezes. Mensagem de "preciso desabafar", uma outra "bom dia, essa semana a gente se encontra, né?" e uma ligação perguntando "qual a mochila que devo comprar para meu filho?". Já ouvi assim que pisei no trabalho, perguntas sobre maquiagem de uma amiga que precisava comprar um kit completo numa dessas revistinhas da Avon.

O que me impressiona é o quanto elas precisam de mim e eu delas. Uma relação de dependência e ao mesmo tempo, de completa liberdade.

Só quero dizer a todas elas, que eu as amo e sou muito grata pela participação de cada uma na minha vida.

E, se precisar estou sempre aqui.

domingo, 2 de agosto de 2009

Lord's day


Tem dias como hoje, um domingo de sol quase sem nuvens no céu, que eu penso em coisas que um dia senti que queria voltar a sentir novamente. Quem sabe um dia. Não da mesma forma, nos mesmos lugares ou talvez com os mesmos personagens. Já diz a música de Belchior " O passado é uma roupa que não nos serve mais...". Não quero nada do passado e muito menos que ele volte. Quero as sensações vividas. O cheiro. O vento no rosto. As mãos nos cabelos. A música ao fundo...

Pare! Uma pausa na nostalgia, para continuar apreciando esse belo dia de domingo e viver intensamente cada minuto dele.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Vaidade, futilidade ou cuidado?


A vaidade nada mais é, que o desejo implícito de se sentir bem e impressionar as pessoas. É um dos pecados capitais, "cobiça que devora, cólera que inflama". Ela foi e é alvo de julgamentos desde o início dos tempos. Como tudo nessa vida, em excesso é extremamente prejudicial. E sua falta, uma extrema falta de cuidado consigo mesmo.

A maquiagem que disfarça imperfeições e ilumina as mulheres nos dias de hoje, foi identificada a primeira vez a milhares de anos atrás. Cleopatra já usava seus olhos marcados. Assim, como os indianos de hoje e os dos últimos 2.000 anos. Os índios brasileiros também pintavam os rostos e os que restam ainda pintam, assim como diversos outros povos da humanidade. E os cabelos? Todos já vimos representações dos cabelos do período do descobrimento onde até os homens usavam perucas.

Segundo Tolsoi, "A vida sem vaidade é quase insuportável." Sem cor, sem brilho. Fútil é viver para vaidade, não viver com ela. Já o exagero, é sem cor, sem brilho.

Nosso corpo é nosso templo, está na bíblia. Cuidar dele e manter uma imagem agradável aos nossos olhos e aos dos outros, não é pecado. Pecado sim, é uma vaidade destrutiva, onde a pessoa não se aceita e quer mudar sua imagem a todo custo. Um exemplo claro, é o astro Michael Jackson, onde sua vaidade o levou a loucura.

Ser bonita é viver bem consigo mesmo. Se cuidar!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

"Fazer o bem, sem olhar a quem."


O trabalho social tem ideais de igualdade e carácter humanitário, buscando participar de forma efusiva e dando dignidade a uma determinada comunidade, instituição, ou mesmo de forma individualizada. Você pode questionar que é bem bonito na teoria, mas que isso deveria ser um papel dos órgãos governamentais e que nós, simples membros da sociedade não temos o dever de tomar tais atitudes e nem somos culpados por essa situação. Mas, e como ficam as pessoas que vivem em situação de risco? Sem um suporte do poder público, sem emprego, sem perspectivas, sem comida, sem saneamento básico, sem saída. Elas não tem culpa do país ter crescido desordenadamente e não ter estrutura para dar suporte a tanta gente. Elas não tem culpa de muitos de nossos políticos não se comprometerem com a causa social. Elas não tem culpa dos da crise mundial. Elas não tem culpa de alguns donos do poder embolsarem o dinheiro do leite e não serem condenados por isso. Elas não tem culpa de na sua comunidade não ter saneamento, ou mesmo, de nas suas casas não ter sequer um banheiro e muito menos, água. Elas não tem culpa por não ter o direito a uma escola de qualidade e não poder sequer concorrer em um vestibular. Elas não tem culpa de ter as drogas na porta de suas casas corrompendo seus filhos, aqueles mesmos que são barrados no vestibular. Elas não tem culpa por passar horas na fila esperando um médico para atendê-las em um hospital público. Elas não tem culpa de morrer por falta de atendimento médico.

E, de quem é a culpa? A culpa é de quem procura um culpado e não toma a iniciativa de fazer alguma coisa pelo outro. Se você tem seu conforto, uma cama quentinha, travesseiros e um teto seguro sobre sua cabeça, lembre-se que tem lugares que até 5 crianças dormem amontoadas num colchão de solteiro no chão duro e gelado. Se você tem várias opções no almoço, tem pessoas que comem quando tem, independente do horário. Se você passa mal por ter exegerado na comida, tem pessoas que sentem dor de tanta fome.

Não falo tudo isso para fragilizar ou dramatizar, mas quem teve a oportunidade de entrar em comunidades extremamente pobres sabem do que estou falando. Jovens e crianças drogadas e sem perspecitivas, grávidas adolescentes com suas saias curtas sem saber o que fazer com seu filho depois de nascer, pessoas sentadas nas calçadas sem trabalho e sem dinheiro, crianças sujas descalças no chão batido com barrigas enormes de verminose. E, tantas, tantas coisas absurdas de ainda acontecem em pleno século XXI.

Espero meus amigos, que ao ler esse texto. Você deixe a sua confortável inércia e ajude alguém. Não tenham medo, eles são pessoas exatamente iguais a nós, tem necessidades físicas e emocionais.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Recado para os amigos


Saibam que estou bem, como sempre estive. E, além de tudo feliz por ter a certeza que ainda vou ser muito mais. Afinal, quem nessa vida nunca passou por altos e baixos? Agora é vez dos altos. A minha vez. Eu só quero agora ficar nas alturas. Altura da linha do tempo. Alto relevo. Alto-mar. Altura das nuvens do céu. Alto-falantes. Autocontrole. Auto-suficiência. Auto-estima.

Mas, a única coisa que vou fazer de baixo, é falar baixinho a seguinte frase: Nada tira o meu sorriso do rosto. Nada!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Eu me permito e daí?


Nascemos e crescemos pressionados por anseios que não são nossos. Por coisas que não somos obrigados a vivenciar. A padrões que não somos obrigados a cumprir. Sentimentos que não somos obrigados a sentir. Aprendemos sim, a sufocar nossos desejos mais verdadeiros. A tomar atitudes baseados apenas nas normas pré-estabelecidas pela sociedade. Não estou pregando nesse texto que devemos transgredir e virar "rebeldes sem causa". Mas, que devemos nos permitir viver aventuras e descobertas, sem se influenciar pelo medo. O medo faz parte de nós. E, ele existe para ser superado.

Quem me conhece sabe. Eu me jogo. Foi até o primeiro texto escrito nesse blog. Me jogo no trabalho. Me jogo nas minhas atividades cotidianas. Me jogo em novas experiências. Me jogo nos meus relacionamentos. Me jogo claro, sabendo qual a profundidade e se vou chegar lá no fundo em segurança. Segurança física e emocional. De tudo na vida, vale a experiência. Eu me permito, e daí?

terça-feira, 21 de julho de 2009

Eu


Não paro de girar em torno de mim mesma. O mundo gira.
Eu me reinvento. Eu sou uma invenção reinventada por mim.
Coisas vão e vem. E, eu ali. Simples. Díficil. Feliz. Eu.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sonoridade a flor da pele


Depois de uma breve pause, volto ao play. As letras e a música.
Voltei com uma novidade. Minha nova e pequenina tatuagem. Um violão no pulso, que lógico, é uma homenagem a manifestação musical que mais gosto, a Bossa Nova. Nem precisa grandes explicações, quem me conhece sabe bem disso.
Meu violãzinho foi desenhado pelo tatuador, mas com uns toques e traços meus. Desenhar é algo que me acompanha desde a infância e sem modéstia, faço bem. Então, tinha que participar de algo que vai ficar marcado na minha pele até meus últimos dias.
Essa não é minha primeira tatuagem, é a terceira. As outras são dois ideogramas que fiz a mais de 8 anos atrás, uma no pé esquerdo e outra no tornozelo direito. Na época poucas pessoas tatuavam ideogramas, hoje muita gente tem, mas não me importo porque elas já fazem parte do meu corpo. Então, elas são únicas e originais, para mim. Assim como, meu violãzinho. Até brincaram comigo que minha música agora "diz que eu fui por aí, levando um violão debaixo do braço...".( risos)
O tatuador está preparando o desenho de mais uma, que perpetuará o amor que sinto pela minha mãe, irmã e sobrinha. Eu, minha mãe e irmã, faremos juntas essa tatuagem, que é a primeira delas. Querem saber qual é o desenho? Surpresa!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Só Clarice me entende...

"Rifa-se um coração

"Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insisteem pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está umpouco usado, meio calejado, muito machucadoe que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desistede acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coraçãoque acha que Tim Maiaestava certo quando escreveu..."...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,é isso que eu espero...".Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva aesperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurandorelações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometersempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nomede causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posiçõesarrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimase faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,ou mesmo utilizadopor quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas paraquem quer viver intensamentecontra indicado para os que apenas pretendempassar pela vida matando o tempo,defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocenteque se mostra sem armadurase deixa louco o seu usuário.Um coração que quando parar de baterouvirá o seu usuário dizerpara São Pedro na hora da prestação de contas:"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,só errei quando coloquei sentimento.Só fiz bobagens e me dei malquando ouvi este louco coração de criançaque insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se poroutro que tenha um pouco mais de juízo.Um órgão mais fiel ao seu usuário.Um amigo do peito que não maltratetanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que aindanão foi adotado, provavelmente, por se recusara cultivar ares selvagens ou racionais,por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.Um impulsivo membro de comportamentoaté meio ultrapassado.Um modelo cheio de defeitos que,mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.Um velho coração que convenceseu usuário a publicar seus segredose a ter a petulância de se aventurar como poeta."

Clarice Lispector

terça-feira, 30 de junho de 2009

Essa não é mais uma carta de amor


Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e saber que não temos hora para sair da cama. Estamos sozinhos na sua casa. E, depois, ir tomar café da manhã e ler o jornal com você. Quero ouvir você contar sobre o livro épico que acabou de ler, e falar dos personagens como se fossem velhos amigos. Quero você me olhando entre um gole e outro de café, com cara de sono e cabelo assanhado, sem nada para falar e apenas sorrir, antes de voltar a folhear o caderno de política.

Quero sua mão na minha perna no caminho da sua casa, dentro do carro, no caminho do seu apartamento. Quero deitar na poltrona ao seu lado, encostar a cabeça no seu ombro tomando um vinho tinto seco cabernet sauvignon, assistindo o DVD de Barão Vermelho e cantarolar "porque a gente é assim...". Depois, irmos para o seu quarto e ver você dobrar daquele seu jeito metódico as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue na cama desarrumada, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. E, que me pergunte se eu quero ver um filme mais tarde.

Quero ouvir você falar da sua vida e sonhar com minha imagem no seu futuro, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos na praia. Quero que você descreva em detalhes da vista que teremos do mar e do jardim da nossa casa. Dos filhos que teremos correndo nesse mesmo jardim. E, que faça tudo isso enquanto passa as mãos nos meus cabelos.

Quero que você dedilhe o violão que te dei e ao cantar lembre dos anos que ele esteve comigo. Que quis aprender a tocá-lo e não toquei. Lembre dos anos que estivemos juntos e que não te toco mais.

Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, é uma viagem. Escolhemos o roteiro, trilhas e o preço que pagamos. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na poltrona e pelos sonhos compartilhados enquanto assistiamos filmes com nossas pernas entrelaçadas.

Quero que você acredite que não me deve nada, simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívidas ou "dúvidas". Nem mágoas. Nem arrependimentos. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo que vivemos. Que você saiba que os desentendimentos que tivemos viraram pó. Que as palavras mal ditas se desfizeram no ar. Elas sempre foram banais. Já os sorrisos, brincadeiras, cumplicidades, são mais relevantes na minha memória, mais do que as palavras que um dia me ofenderam. Que você me guarde na memória, mais que nas fotos. Que o nosso diálogo termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a sensação de que poderia ter se fartado um pouco mais. Sem duplo sentido.

Quero que você saiba que as lágrimas do fim não foram por sua perda. Eu não te perdi, você se perdeu e não soube o caminho de volta. Senti saudade, e muita.

E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor que já viveu. E, que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Ou que, a que mais foi amado.

Eu não queria me curar de você. Mas, eu me curei, a vida é assim. Ouvi coisas que não queria e nem deveria. Me decepcionei. Mas, cicatriza e voltamos a fazer nossas escolhas, sem medo de cair novamente. Esperando quem sabe nossas vidas se encontrarem novamente e as arestas serem aparadas.Enfim entendi, vou seguir o meu caminho.

Que eu aprenda a me amar mais. E você, a amar mais.

Que nunca mais você deixe de pensar em mim quando for a Porto de Galinhas, e escutar Bossa Nova em algum lugar que passar. E, por fim, que você continue a cochilar na poltrona da sua sala. Sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando o seu sono tranquilo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Decepção, só por um momento


Depois de uma grande decepção a verdade parece deixar de existir. As lembranças trazem à mente os momentos mais felizes, que agora são vistos com olhos traídos. Olhos tristes de desapontamento.

Uma parte de mim diz - Fui ferida e a partir de agora, fecho o meu coração. Outra diz - Esquece e perdoa. Os amigos dizem que "a decepção não mata, ajuda a viver". Mas, o conjunto dos meus pensamentos afirma - As decepções são necessárias para o aprendizado. E, no fim eu decido, vou seguir com a minha essência e aprendendo novas coisas, sem medo de cair novamente. E, não confiarei demais nos sentimentos e atitudes dos outros, somos todos falhos. Não guardo mágoas, esqueço e sossego meu coração nessa segunda-feira, na certeza que o mundo dá voltas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nada faço...



"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."
(Clarice Lispector)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Decepção


Porque nos decepcionamos com uma pessoa, com um acontecimento, com uma situação, com a vida?
A decepção é um sentimento tão frustante, talvez seja das sensações que mais me entristece, me deita abaixo, me impede de continuar, me bloqeia.
Será que crio expectativas altas demais? Ou será que as expectativas eram normais, próprias e adequadas, mas a decepção teimosamente me bateu à porta?
Será um problema de ansiedade, de queria tanto se realizasse, que tanto aconteça?
Será que sou exigente demais, peço muito dos outros, coisas que nem eu mesmo sei fazer?
Será que uns são mais atreitos a decepções que outros?
Será que uns, nem percebem a decepção não lhe dando a importância que outros lhe dão?
Será que as decepções só acontecem aos emotivos? Aos frágeis? Aos corajosos? Aos exagerados? Aos idiotas?
E acordar depois de uma decepção?
Acordar para a vida, acordar para o dia, pôr os pés fora da cama, levantar o corpo, calçar qualquer coisa para começar a pisar o chão, a terra, olharmo-nos no espelho, olhar uns olhos decepcionados,….
E depois, muitas vezes voltar ao mesmo sítio, ao mesmo local, ver a mesma pessoa, ter de falar com essa pessoa, voltar e reencontar o mesmo ambiente, o mesmo cenário…..
Reagir…. Como se faz para Re Agir? Reagir é voltar a agir! Para voltar a agir, é preciso ter vontade de agir. E o mundo que nos rodeia, exigente, que não tolera a insatisfação, não tolera tristezas, que como uma criança mimada, quer-nos lindos, contentes, sorrizinhos, arranjados, elegantes, perfeitos, e todos nos pedem, “Vá reage, faz qualquer coisa, tens de melhorar! Lá estás tu com o teu péssimismo!…”. E para culminar, lá dizem a frase: “Não percebo, porque ficas assim, não é caso para isso!”. E nós, envolvidos num manto negro de tristeza, de amargos na boca, de nós no estomâgo, de dedos das mãos frios, de joelhos ligeiramente a quebrar, ficamos perplexos a olhar para aquela gente que nos diz “Que não é nada!”. Não é nada???! Mas não percebem, que para nós É TUDO! Que houve uma derrocada de terras, por cima da nossa boca, que houve uma inundação de líquidos salgados, que nos deixou molhados de suores frios, que o nosso coração saltou, mexeu-se, como se de um sismo se tratasse e nos deixou com taquicárdia, que houve um corte a meio dos nossos pulmões, e os pôs a trabalhar em limites mínimos, que sentimos o sangue a parar nas veias e que fomos invadidos por um vento frio e quente, que levantou todas as areias no ar que nos sufocam e nos cegam? Pois, não vêem isto? Faltam as lágrimas? Ah, as lágrimas, as piegas lágrimas, que comovem os outros….. Mas olhem, os decepcionados não choram por fora, choram por dentro! Choram, choram, choram, até ficar secos, como um solo africano, seco, ressequido, morto….
Deixe-me enterrar uma decepção, como se de um corpo morto se tratasse, deixe-me enviuvar, chorar aquilo que nunca acontecerá, que nunca irei possuir, deixe-me cair no chão (não me levante, por favor!), de pernas e braços abertos deixe-me gritar, gritar muito, deixe-me enlouquecer, perder o juízo, falar sozinho, deixe-me sair para a rua de robe e chinelos como um velho senil, deixe-me só, desgrenhada e sem comer, deixe-me fugir (não vão à minha procura, por favor!) e mesmo que eu quiser, não nos deixe adoecer. Porque quando essa nuvem negra passar, ressurgirei feliz e forte. Rindo de tudo que aconteceu comigo.

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós..."


A Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças. (Site Wikipédia)

Resolvi postar hoje sobre esse assunto, porque convivemos no nosso dia-a-dia com pessoas de religiões diversas. Cada religião com suas particularidades, dogmas, músicas e formas de pensamento. Mas, um único Deus.

Apesar de ser católica, batizada e sempre ter estudado em colégios católicos, sempre tive curiosidade durante o meu caminho, de visitar outros ambientes religiosos, como também ler e pesquisar sobre esse tema. Tenho amigos espíritas, umbandistas, do Vale do amanhecer, evengélicos da Batista, Presbiteriana, Anglicana e Assembléia. Escuto todos falarem das suas "casas" e apesar da forma de pregar ser diversa, todos buscam o mesmo objetivo, Deus.

Acredito que a fé no ser maior, na energia que nos move, é a forma de manifestação mais bonita do ser humano. "A fé move montanhas", como também cura o coração e a alma.

Como não acreditar na existência de Deus? Ele está no grão de areia, no sorriso do bebê, no instinto dos animais, no cheiro das flores, no beijo de mãe, no amor entre um homem e uma mulher, nos momentos de sofrimento em que precisamos aprender algo, na companhia dos amigos. Está sim nas religiões, mas muito mais dentro de nós. O mal existe, e ele só chega porque nos mostramos vulneráveis a ele.

Independente de religiosidade, as pessoas se encontram nas igrejas para se confraternizar, cantar, louvar. Mas, fazer o bem é sim, o principal. Não adianta andar com a bíblia debaixo do braço e não praticar, ela vai ficar "fedendo de CC", e não vai fazer diferença. Se é para andar com a bíblia, é para ler e praticar. Se não for assim, deixe ela em casa.

Não tenho preconceito algum com nenhuma religião, cada um se encaixa na que tem mais a ver com seu jeito, seus costumes. Deus não quer que julgemos uns aos outros. Sejam de religiões afro ou evangélicos, eles são pessoas com características distintas e precisam ser respeitadas.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O que é Relações Públicas?


Comunicação Social: Direito de todos a informação. E, dentro das atividades comunicacionais, o profissional de Relações Públicas é considerado um gestor de comunicação. Temos a facilidade de transitar por todos os meios. Somos habilitados para lidar com adversidades dentro das instituições e gerar estratégias de minimizar seus efeitos.

O Relações Públicas não é um fazedor de "festinhas"! Ele organiza eventos, sim. Mas, com uma visão macro, pois um evento é também um instrumento de comunicação. No evento nos mostramos para os nossos públicos, e manter uma boa imagem é o principal objetivo da nossa profissão.

Sabemos fazer quase tudo que um jornalista faz, mas não atuamos nos órgãos de imprensa, e sim em isntituições públicas e privadas. Fazemos as notícias chegarem fresquinhas a imprensa e aos clientes internos.

O objetivo principal do RP, é o equilíbrio entre identidade e a imagem de uma organização, focando na imagem institucional e trabalhando a relação com a opinião pública.

A Associação Brasileira de Relações Públicas propôs em 1955 o seguinte conceito para a profissão: "Relações Públicas é a atividade e o esforço deliberado, planejado e contínuo para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja, direta ou indiretamente, ligada" (Fonte: Site Wikipédia)

Esses esclarecimentos, partem do princípio que como a atividade é muito abrangente, surgem muitas dúvidas sobre suas atribuições. Muitos profissionais se desviam para outras atividades. E, como tem habilidades comunicacionais, partem para atividades comerciais, atendimento, entre outras. Na realidade, auxiliam no processo profissional em qualquer outra área. Afinal, é uma profissão "meio", ela abre espaço dentro das instituções, independente da área. Mas, ela tem sim especifidades da área comunicional que não pode ser confundida.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Insegurança nunca mais!

Segundo o dicionário, a definição de insegurança é: Inquietação, falta de segurança.
Porque nós mulheres somos tão inseguras? Sempre achamos que precisamos ser mais, fazer mais. Se estamos magras, ainda falta mais uns 3kg para ficar perfeito. Se fazemos o máximo no trabalho, ainda assim nos sentimos inúteis. Vamos ao cabeleireiro, fazemos progressiva, hidratação, cauterização, escova de chocolate, morango, baunilha, creme, uva...mas, sempre tem alguma coisa errada, o cabelo nunca fica liso o suficiente. Se somos as melhores amigas e confidentes, ainda assim achamos que somos ausentes. A ex do atual marido, é sempre uma ameça, mesmo que ela seja gorda e sem graça. Se pararmos para analisar, toda mulher - até a mais poderosa, arrogante, confiante e linda - já se sentiu ameaçada por outra. Se somos amadas, queremos ainda mais carinho e atenção. Se não somos, a culpa é nossa, não do outro. E quando levamos um pé na bunda. Aff, o problema é a bunda que não está durinha o suficiente (risos). Enfim, somos um poço de "insegurança".

Mas, será que essa insegurança toda tem cura? Claro que tem. Todas nós conhecemos alguma mulher, firme, poderosa e que também "confia no seu taco". Infelizmente são poucas assim, mas isso é um bom sinal, se elas conseguiram, nós também podemos chegar lá. Observando essas mulheres, a quem apelidei carinhosamente de "mulher-bomba" (elas "bombam" em qualquer lugar), percebi que suas características físicas independem, elas são confiantes mesmo se estão fora dos padrões estéticos, sentimentais e profissionais. E qual o segredo? Elas simplesmente se conhecem e se amam, exatamente como são. Se são gordinhas, são "fofinhas sexy". Se são donas de casa, são "a dona da casa e eu que mando". Se são separadas, são porque preferem estar sozinhas do que mal acompanhadas. Elas podem nem ser tão atraentes, mas sua confiança transbordam e por onde passam arrastam olhares de admiração. Elas "bombam" por sentirem bem e serem elas mesmas.

A "insegurança" é facilmente tratada. Ela não é uma patologia, e sim um estado. Vamos tratar de nos livrar dela, amigas. Agora e para sempre!





segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cinema nacional

Nossa língua, nosso povo, nossas características. Esse é o cinema brasileiro, que nos últimos 10 anos vem em ascendente crescimento. Vocês devem lembrar que na década de 90, nem se ouvia falar em filme nacional. As lembranças que tínhamos eram das pornô chancadas, que eram simplesmente um misto de nudez e palavrões, e textos sem conteúdo. Desculpe quem curte esses filmes, mas na minha opinião, foram eles que criaram o estigma que o cinema brasileiro não tem qualidade. Ao contrário disso, nosso cinema tem sim MUITA qualidade. Qualidade visual, fotográfica e excelentes textos.

Ontem a tarde assisti o filme Divã, onde Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher casada e com dois filhos que, aos 40 anos, tem a vida estabilizada. Um dia ela resolve por curiosidade procurar um analista. Aos poucos ela descobre facetas que desconhecia, tendo que contar com o marido Gustavo (José Mayer) e a amiga Mônica (Alexandra Richter) para ajudá-la. E, esse foi um dos filmes mais interessantes que assisti nos últimos tempos. Ri muito de chorar e também chorei com as cenas tristes, que foram bem sutis, pois o filme se trata de uma comédia. Uma comédia do cotidiano, cheia de coisas comuns a todos nós, principalmente para as mulheres, que sempre querem mais da vida e dos relacionamentos. E apesar dos atropelos, temos SIM que buscar novas experiências e ser feliz. Assim, faz Mercedes, interpretada brilhantemente por Lília Cabral, que eu já era fã e agora virei a nº1. Ela é simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-SA!

Não deixem de ver o filme, uma comédia sem "besteirol", mas com garantia de MUITAS gargalhadas.